domingo, 6 de junho de 2010

Servidores de Goiânia mobilizados contra a dengue



Servidores de Goiânia mobilizados contra a dengue

Como parte da ação de combate à dengue do governado de Goiás, a partir do dia 5 de março, servidores e visitantes do Palácio Pedro Ludovico receberão folhetos e folders esclarecendo sobre os cuidados preventivos, sintomas e tratamento da doença.
A intenção da campanha é mobilizar todas as secretarias, autarquias e demais órgãos instalados nas dependências do Palácio Pedro Ludovico Teixeira no combate à dengue.

Dengue em Goiás: Rumo aos 100 mil casos.

Em todo o Estado, até o dia 08 de maio, data de fechamento do último Boletim Semanal de Dengue, foram registrados 80.630 casos de dengue. Deste total, destaco que 37.481 notificados somente em Goiânia, 6.966 em Aparecida de Goiânia e 3.510 em Jataí.

Tivemos 29 mortes, destas, 12 por dengue hemorrágica e 47 óbitos ainda são suspeitos de terem sido provocados por dengue. Entre a última semana do mês de Abril e a primeira semana deste mês tivemos mais 2.289 casos da doença.

Das 246 cidades do Estado, 150 possuem alto índice de incidência da Dengue.

Em todo o país, até final de Abril 447.769 casos de dengue foram notificados e Goiânia, com 7,5% dessas notificações é a cidade com maior número de casos, seguida por Campo Grande – MS e Belo Horizonte – MG. No ranking dos Estados Goiás ocupa a quarta colocação, atrás do Acre, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

A Secretaria de Saúde do Estado de Goiás enviou ofício para todas as Secretarias Municipais de Saúde recomendando (orientando, mandando) os responsáveis intensificarem as ações de combate ao mosquito transmissor da doença Aedes Aegypti, como por exemplo, a realização dos mutirões de limpeza e também a contratação de agentes de saúde, pois 23 municípios têm déficit de agentes. Goiânia, pra variar lidera a lista, precisa de no mínimo mais 215 profissionais.

A verdade é que a situação está MUITO GRAVE! O número de casos e de mortes por Dengue não param de aumentar. Nem é preciso trabalhar na área de estatística da Secretaria de Saúde para saber disso, basta olhar em volta, quem não conhece alguém que está ou esteve com Dengue? Um parente, um amigo, um vizinho, colegas de trabalho...

No ano passado foram notificados 44.083 casos da doença, com 47 mortes. Este ano, em menos de cinco meses completos já foram mais de 80 mil. Façam as contas, em menos de cinco meses já temos praticamente o dobro das notificações de todo o ano de 2009.

E o pior é saber que essa situação poderia ser evitada. Pode ser evitada com ações simples. Com a limpeza do meu, do seu quintal. Com o trabalho de agentes de saúde, limpeza de lotes.

É preciso agir e rápido, pois se continuarmos assim, com uma média de 2.000 casos a mais, a cada semana, chegaremos aos 90 mil, aos 100 MIL CASOS DE DENGUE EM GOIÁS facilmente ! E as mortes?

14 de Maio de 2010 Nayara Cristina


Qual a cor de Goiânia?

Qual a cor de Goiânia? - Osmar Pires Martins Júnior

Tendo em vista a matéria publicada no último dia 10 do Diário da Manhã, com o título “Goiânia, uma cidade cinza”, apresento dados sobre o assunto, desenvolvidos em pesquisa científica, que fornecem outra visão sobre a cor de Goiânia. A cor verdadeira não é cinza, e sim, verde. Por quê? Porque se trata de uma cidade com o maior índice de área verde - IAV do País, o dobro do que existe em Curitiba. E esta não é uma cidade planejada; o seu início se deu como pouso de garimpeiros. A capital do Paraná é idolatrada por arquitetos-urbanistas, e por formadores de opinião que colocam o gestor curitibano, Jaime Lerner, à condição de homem influente no mundo globalizado.
Se Curitiba é modelo, com a metade do IAV de Goiânia; se Curitiba é modelo, apesar de falta de planejamento original; se o gestor público de Curitiba é respeitado e reverenciado, então, por que Goiânia, que foi planejada por dois dos maiores urbanistas do País do século XX - Attílio Corrêa Lima e Armando Augusto de Godoy, ainda não recebe a mesma consideração dos formadores de opinião?
A dificuldade estaria na concepção urbanística que originou a capital dos goianos? As pessoas privilegiadas que tiveram a oportunidade de visitar e conhecer Londres, Paris, Copenhague, Versalhes, dentre outras cidades do continente europeu, voltam com postais nos quais posam em frente aos parques, praças e bulevares floridos e verdes e os exibem orgulhosos, mostrando que lá estiveram?
As metrópoles européias foram revitalizadas por conta da concepção urbanística elaborada por Ebener Howard, a mesma que Attílio e Armando aplicou na elaboração do plano original de Goiânia. Tal concepção se chama cidade-jardim, constituída por um conjunto de elementos: a elevada disponibilidade de área verde por habitante, o sistema viário radial-concêntrico, a articulação entre o urbano e o rural, a proteção das margens e nascentes dos mananciais, a preservação das florestas e sua transformação como parques urbanos no parcelamento do solo e a manutenção da permeabilidade deste para a contenção dos fenômenos das enchentes urbanas.
Nada tão atual, não é verdade? Então, qual a razão do desconhecimento verdadeiro significado do termo cidade-jardim?
A cidade de Goiânia foi planejada numa concepção moderna, mas persiste a tendência de renegar o plano original como coisa ultrapassada. Com isso, facilita-se o jogo dos especuladores imobiliários que, desde as origens da cidade, tentaram e conseguiram excluir o arquiteto-urbanista Attílio C. Lima e o engenheiro-urbanista Armando A. de Godoy da formulação das políticas públicas de gestão do espaço urbano de Goiânia. Infelizmente, ambos faleceram precocemente, aos 42 anos de idade. Durante muitas décadas, a cidade se manteve órfã tecnicamente, sem gestores que pudessem contribuir na formulação de políticas públicas de desenvolvimento urbano sustentável.
A gestão de Goiânia acabou nas mãos dos especuladores da firma loteadora Coimbra-Bueno, que ficaram milionários comercializando parques, praças e terras públicas pertencentes ao povo de Goiânia. Tanto que o primeiro ato do governador Jerônimo Coimbra Bueno foi assinar uma lei (Lei 176, de 15/03/1950) que extinguiu o conceito de cinturão verde e das cidades-satélites (estas seriam bairros afastados do Centro, no hexágono do plano original, entremeadas por áreas verdes). De uma só tacada, o loteador-governador aprovou mais de duas centenas de novos loteamentos no cinturão verde de Goiânia!
Daí a importância de se formular melhor a identidade de Goiânia, sua origem, evolução, atualidade e futuro. A formulação correta nos leva a recuperar um importante patrimônio ambiental, com a implantação de parques, proteção dos rios, das matas, de articulação do meio ambiente com a solução de questões de infraestrutura urbana fundamentais, como o sistema viário e de saneamento ambiental (águas, esgoto, drenagem, resíduos urbanos, controle da poluição e da qualidade do ar). Permite ainda a execução de programas bem-sucedidos que proporcionam resultados vitoriosos à população goianiense, como a implantação das dezenas de parques construídos nas gestões dos prefeitos Darci Accorsi e Iris Rezende, que honraram o legado deixado por Pedro Ludovico Teixeira ao projetar e construir uma cidade com os pressupostos da modernidade. Adaptada à realidade moderna, a gestão do plano original possibilita superar os conflitos atuais rumo ao futuro, assegurando qualidade de vida aos goianienses.
Por outro lado, se a visão da identidade goianiense é incorreta, o patrimônio ambiental é dilapidado como no clássico caso do loteamento do Parque Vaca Brava durante gestões de prefeitos biônicos nas décadas de 1970 e 1980.

Osmar Pires Martins Júnior é biólogo, engenheiro agrônomo, mestre em Ecologia, doutorando em Ciências Ambientais pela UFG, foi secretário do Meio Ambiente de Goiânia, perito ambiental do MP-GO e presidente da Agência Ambiental de Goiás, autor de pesquisa científica na UFG que quantificou e classificou os espaços livres e áreas verdes do município de Goiânia - 15 de Maio de 2010





Orçamentos participativos, impositivos e inclusivos para todos os recursos públicos da União, Estados e municípios
A herança dos diversos períodos antidemocráticos que marcaram a história política brasileira, ainda hoje dificulta a conquista de direitos dos cidadãos. O individualismo, o consumismo, a competição e o isolamento, por parte da elite, dos problemas sociais são as principais ameaças à democracia. Como pensar em democracia sem igualdade social? É muito importante reconhecermos as diferenças como um desafio para o século 21.

A exclusão social gera desorganização política, recuo nos direitos humanos e, conseqüentemente, retrocesso na democracia. Mas em contrapartida, a democracia participativa conta com um fator aliado, que é a Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados, pela qual somos vice-presidente. Em tempo, também somos membros da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e Comissão de Educação e Cultura.

Inspirada nos avanços da Constituição de 1988, que garante a participação popular, a Comissão nasceu para estreitar a relação entre sociedade e parlamento, porém, grande parte da população desconhece este instrumento. A CLP possibilita que a sociedade apresente projetos de lei ao Congresso. Basta que qualquer cidadão, através de entidades organizadas da sociedade civil, apresente à Comissão sua proposta, seja uma sugestão legislativa, projetos de lei, emendas, alterações de projetos existentes, sugestões de debates ou audiências públicas. O projeto será analisado e encaminhado à comissão específica, de acordo com o assunto, onde passará pela avaliação e aprovação.

Contudo, sem democratizar o orçamento não é possível alcançar a democratização parlamentar. É preciso criar meios para que o povo possa decidir para onde vai o seu dinheiro e é nesse sentido que estamos lutando, junto com o deputado Adão Preto (PT/RS) – presidente da CLP – e Arlindo Chináglia (PT-SP) – presidente da Câmara dos Deputados – e outros parlamentares para que esta comissão possa também ter direito de apresentar emendas ao orçamento como todas as outras comissões do Congresso Nacional.

Na nossa gestão frente à Prefeitura de Goiânia, instituímos o Orçamento Participativo (OP), que é um processo pelo qual a população decide, de forma direta, a aplicação dos recursos em obras e serviços que serão executados pela administração municipal. O OP é um importante instrumento de cidadania, que inova o conceito de administração pública, propiciando à comunidade uma participação direta, planejando e tomando decisões sobre como e onde aplicar os recursos públicos. As secretarias municipais e autarquias acompanharam todo o processo, prestando esclarecimentos sobre os critérios que norteiam a viabilidade das demandas.

Além de possibilitar que a comunidade decida suas prioridades, o OP também garante a fiscalização dos recursos públicos, fortalecendo a democracia direta, consolidando mecanismos de controle popular e construindo uma nova cultura políticas.

Portanto, fazer com que o cidadão se envolva e de fato determine os rumos dos investimentos públicos de uma cidade, Estado e até mesmo da Nação, se dá através de todo um processo. Não existe uma pílula que ao ser tomada sane este problema. Somente com muito trabalho e suor conseguiremos isso.
No ano passado, assim que reassumimos o mandato de deputado federal no Congresso Nacional, direcionamos nosso trabalho na construção de uma peça orçamentária que beneficie um maior número de goianos e contribua com o desenvolvimento social, garantindo ao cidadão contribuinte principalmente uma educação de qualidade, que naturalmente se desdobra em outros benefícios com o passar dos anos. Como capacitação, trabalho, cidadania, dignidade, liberdade e oportunidades iguais.

Só de emenda individual, carimbamos mais de 1 milhão e 500 mil reais para educação. São 850 mil só para as universidades federal e estadual de Goiás e pesquisa na UCG. Junto à bancada, aprovamos, com o endosso dos outros 16 deputados goianos, mais de 11 milhões de reais para ampliação e modernização da infra-estrutura da Universidade Federal de Goiás.

E para a área da Saúde, juntos direcionamos 57 milhões de reais para estruturação de Unidades de Atenção Especializada em Saúde, aquisição de equipamentos hospitalares e para construção do Hospital Regional do Norte, na cidade de Uruaçu, por acreditar que todos temos direito a este serviço essencial. Para uma vida digna de ser vivida por todas famílias, homens e mulheres do planeta terra e água.

Para cidade de Goiânia, além das emendas individuais em diversas áreas, conseguimos quase – a bancada e outros parlamentares – 17 milhões de reais para continuação da implantação da Avenida Leste-Oeste, projetada e iniciada em nossa gestão frente à prefeitura. Também lutamos coletivamente pela destinação de mais 11 milhões de reais para reurbanização do Vale do Córrego Botafogo no trecho entre as avenidas 136 e 2 Radial, no Setor Pedro Ludovico. Além disso, garantimos cerca de 25 milhões de reais para implantação e melhoria de diversas obras de infra-estrutura. Trabalho individual mais trabalho coletivo parlamentar beneficia mais gente boa gente de Goiás. E o presidente Lula lutando com o Congresso Nacional pelo progresso social e econômico de nosso Brasil/Central dos Cerrados e dos rios Meia Ponte, Paranaíba (com comitês de Bacia), Araguaia e Tocantins. Vamos lutar por democracia, cidadania, liberdade, construindo juntos orçamentos inclusivos, participativos para investimentos, obras e serviços para o desenvolvimento econômico e social sustentado (progresso + meio ambiente = vida) para o povo trabalhador das cidades e dos campos, principalmente para aqueles evangelicamente mais necessitados de apoios e solidariedade, com vistas à promoção humana, ao protagonismo na história que nos é dada nascer, crer, ver, viver, aprender, sonhar, alegrar, esperançar, trabalhar, ter, ser, avaliar, valorar, agir e transformar o mundo cheio de justiça e paz e de chances e oportunidades iguais para todos homens e mulheres do planeta azul.

Pedro Wilson Guimarães é deputado federal, membro das comissões de Direitos Humanos e Minorias e Educação e Cultura, vice-presidente da Comissão de Legislação Participativa e membro do MPPU - Movimento Político pela Unidades – Focolares. Professor das Universidades Católica e Federal de Goiás. Militante dos Direitos Humanos, Fé e Política, Educação e Cultura, Ecologia/Cerrado - 17 de março de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cidade Verde

Goiânia não recebeu do Instituto Brasil Américas o título de “Capital Brasileira com Melhor Qualidade de Vida" por acaso. Desde 2005, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), hoje transformada em Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o prefeito de Goiânia, Iris Rezende e o presidente da Amma vem investindo intensamente na preservação das áreas verdes da cidade. O número de parques totalmente implantados na cidade, que em janeiro de 2005 era de apenas 6, foi praticamente triplicado, saltando para 22, em novembro de 2009, tornando-se referência nacional em termos de preservação ambiental. Conforme um estudo realizado pela Agência, Goiânia é a capital brasileira que possui maior número de metros quadrados de áreas verdes por habitantes no Brasil. Segundo o levantamento, Goiânia possui 94 m² de áreas verdes por habitante, superando Curitiba, que possui 51 m² de área verde por habitante e era, até então, considerada a capital brasileira que ocupava o primeiro lugar no ranking desse tipo de comparativo. A campeã mundial, a cidade de Edmonton, no Canadá, tem um quantitativo pouco maior: 100 m² de área verde por habitante. Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU) é recomendável que uma cidade tenha pelo menos 12 m² de área verde por habitante. Goiânia supera hoje em quase 8 vezes esse índice. Goiânia também é a capital estadual brasileira com o maior número de árvores plantadas em vias públicas do País. Esse resultado também foi fruto de um estudo feito pela Amma. Conforme levantamento dos técnicos da Amma, Goiânia possui hoje cerca de 950 mil árvores plantadas em vias públicas, superando Curitiba (cerca de 300 mil árvores) e João Pessoa (cerca de 40 mil), que eram, até então, referências nacionais em termos de arborização. O estudo mostra que há 0,79 árvore por habitante em Goiânia, enquanto em Curitiba esse índice é de 0,17 e em João Pessoa de 0,06 árvore por habitante.





domingo, 2 de maio de 2010